Polícia investiga se PM morto em Guaratiba era ligado a grupo de milicianos

By | June 23, 2016

Rio – O dia só estava começando em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, quando cerca de três homens, armados com fuzis e pistolas, aproveitaram o congestionamento da Avenida Dom João VI para emparelhar com um carro, próximo à estação Mato Alto, do BRT Transoeste, por volta das 6h30. Os criminosos desceram de um carro e realizaram disparos contra um Chevrolet Sonic prata. Um policial militar morreu e um homem ficou ferido. Em Campo Grande, outro homem foi morto nesta manhã com tiros de fuzil.

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Lotado no 40º BPM (Campo Grande), o sargento João Batista Simas, de 46 anos, e seu amigo, identificado apenas como Gilberto B., de 36, foram atingidos pelos disparos. Eles, que seriam ligados a um grupo de milicianos, foram encaminhados para o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, no entanto, o policial não resistiu e já chegou morto à unidade. Baleado no abdômen, Gilberto não corre risco de morte. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seu quadro de saúde é estável.

Reportagem de O DIA verificou que o lado do carona do Chevrolet, onde estava João Bastista, foi o mais atingido pelos tiros. Foram cerca de 20 disparos. Já no lado do motorista, onde Betinho estava, somente duas marcas de tiros foram encontradas, próximas ao vidro. Os disparos teriam sido realizados de dentro do carro.

Assim que chegaram ao local, policiais do 27º BPM (Santa Cruz) disseram ter visto um homem com um fuzil escondido atrás de uma árvore. Ele, no entanto, teria conseguido fugir. O tiroteio assustou moradores da região e passageiros que estavam na estação Mato Alto. Os tiros atingiram até um ônibus articulado do BRT Transoeste, que estava parado e esperando iniciar sua primeira viagem. O coletivo, que faria o trajeto Mato Alto-Alvorada, teve duas janelas estilhaçadas e foi recolhido para a garagem.

“Aqui é uma área onde costuma-se soltar muitos balões. Quando ouvi o barulho, pensei que fossem fogos de artifício, anunciando a soltura de algum balão, mas quando vi que era tiro, me joguei no chão. Acho que foram mais de 200 tiros. Graças a Deus, ninguém de bem morreu pois a estação do BRT estava cheia”, disse uma testemunha ouvida pela reportagem.

Muito nervosa e acompanhada de um casal, uma irmão de Betinho não quis se identificar e conversar com a reportagem, deixando o local direto para o Hospital Rocha Faria, onde seu irmão está internado. “Eu não posso falar nada. Tem muita sujeira nessa história. Tenho que me preservar”, declarou quando entrava em um Fiesta.

Peritos da Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital) foram ao local e fizeram uma perícia, mas não encontraram nenhuma cápsula de munição deflagrada. Testemunhas não souberam dizer se alguém as levou ou se os bandidos tiveram tempo de as recolher do chão. A especializada está investigando o caso.

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