PM já ocupa as comunidades da Praia de Ramos e Roquette Pinto na Maré

By | April 3, 2015

policia-militar-mareFonte: PMERJ

A Polícia Militar assumiu, nesta quarta-feira (01/4), parte do patrulhamento do conjunto de favelas da Maré, dando início ao processo de substituição gradual do efetivo da Força de Pacificação. As comunidades da Praia de Ramos e Roquette Pinto foram as primeiras a serem ocupadas pela PM. No próximo dia 1º de maio, outras quatro áreas passarão a ser patrulhadas pela Polícia Militar: Rubens Vaz, Nova Maré, Nova Holanda e Parque União.

A base da UPP da Praia de Ramos e Roquette Pinto deverá ser inaugurada em 60 dias. Outras três bases serão instaladas: Nova Holanda/Parque União; Baixa do Sapateiro/Timbau; e Vila do João/Vila dos Pinheiros.

A previsão é de que 1,6 mil policiais militares façam a segurança nas 16 comunidades da Maré quando todas as UPPs estiverem em funcionamento. Até que as bases fixas das UPPs sejam construídas, os policiais ocuparão a sede do Comando de Operações Especiais (COE) e o destacamento já existente na Praia de Ramos e no Parque União.

– Essa é uma região em que o Exército estava tendo muita tranquilidade, em razão disso, não houve uma mobilização muito maior de efetivo. A ideia é fazer um cinturão em torno da Praia de Ramos e Roquette Pinto. Hoje teremos uma presença mais ostensiva do Batalhão de Choque e ainda esta semana teremos a presença do BAC (Batalhão de Ações com Cães) na região para fazer o trabalho de vasculhamento. O importante é que a gente inicia hoje essa transição, e sabe muito bem o desafio que tem pela frente. Estamos, de uma forma muito corajosa, dando esse passo rumo ao processo de pacificação e reforçamos a nossa posição de que não há recuo. A UPP tem que ser preservada, fortalecida cada vez mais e é isso que está sendo feito – disse o relações públicas da PMERJ, coronel Frederico Caldas.

A Maré foi ocupada pelas forças de segurança há um ano e o procedimento de transição – em que as tropas das Forças Armadas começam, gradualmente, a ser retiradas do local -, foi estabelecido em protocolo de cooperação assinado pelos Governos Federal e Estadual em janeiro deste ano. Todo o efetivo do exército será substituído por policiais até o dia 30 de junho.

– Estamos preparando todo o nosso processo de substituição e de transição das forças armadas. A expectativa é que até o dia 30 de junho já estejamos ocupando toda essa área. De todo o planejamento que foi feito, a ideia é que tenhamos em todo o Complexo da Maré em torno de 1.600 policiais – explicou Caldas.

Os 220 policiais militares que desde novembro de 2014 vêm patrulhando e atendendo ocorrências no Complexo da Maré continuarão atuando na área. Este efetivo faz parte da companhia vinculada à Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) e integrará a UPP local. A estratégia é parte do planejamento da Secretaria de Segurança para pacificar o território formado por 16 favelas e que possui, aproximadamente, 140 mil habitantes.

O Rio tem hoje 38 comunidades pacificadas, beneficiando 1,5 milhão de moradores em 264 localidades. O programa de segurança pública que deu origem às UPPs começou a funcionar em 19 de dezembro de 2008, quando foi instalada a primeira Unidade de Polícia Pacificadora, no Morro Santa Marta, em Botafogo. Atualmente, quase 10 mil policiais militares atuam nos territórios retomados pelo Estado.

 



 

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