Médicos querem segurança em maternidade após bandidos da Praça Seca buscarem auxílio para vagabundo ferido

By | October 19, 2016

maternidade-herculano-pinheiroRio – O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro pediu ontem reforço no policiamento do Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira. A medida foi tomada depois de bandidos tentarem invadir a unidade no final da tarde de segunda-feira, em busca de um médico para atender um comparsa baleado no Morro São José Operário, na Praça Seca, Jacarepaguá.

“Esse é um filme que se repete todo dia nas unidades de saúde. A falta de segurança coloca em risco seus profissionais”, resume Jorge Darze, presidente do SinMed-RJ. Dessa vez, porém, não houve violência porque os bandidos não encontraram médico para levar até a comunidade e socorrer a suposta vítima.

O sindicato informou que, de acordo com os médicos da unidade, “traficantes armados desceram do morro São José Operário solicitando que um médico fosse à comunidade para atender uma pessoa possivelmente baleada”. Mas se retiraram após receber informação de que, por ser uma maternidade, não possui médico especializado em atender baleados.

Já a Secretaria Municipal de Saúde afirma que “dois homens em uma moto se aproximaram do vigilante na entrada do prédio e disseram que queriam um médico para acompanhá-los, segundo eles, para ‘fazer um curativo em uma pessoa’ na vizinhança. Diante da resposta do vigilante de que os médicos estavam em atendimento, eles se retiraram.” A direção do hospital também pediu ao Batalhão de Polícia Militar da área a presença de uma patrulha próxima à unidade.

A região enfrenta há dias uma intensa troca de tiros com outras favelas, como os morros do Jordão, da Chacrinha, do Barão e Bateau Mouche. Desde domingo, quadrilhas amedrontam moradores. Na Rua Cândido Benício, uma das principais, houve perseguição e tiros atingiram um banco e um restaurante. Ontem pela manhã a PM fez uma operação para combater crimes na localidade. Ninguém foi preso.

Para Darze, esse não é um caso isolado. “Há algum tempo os médicos estão preocupados com a segurança no horário de plantão. As unidades de saúde apresentam diferentes problemas de proteção, que vão desde agressões verbais e físicas até episódios como esse”, critica.







Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *