Agentes do Degase são submetidos a alimentação desumana em plantões de 24 horas

By | March 19, 2016

IMG-20160319-WA0001Os Agentes do DEGASE estão revoltados com as humilhações a que estão sendo submetidos pelo órgão.

Neste sábado (19/03), novas normas de visitação aos menores infratores que cumprem medida socioeducativa de internação na Escola João Luiz Alves, na Ilha do Governador, foram impostas pela direção da unidade. Ao invés das habituais duas horas de visitação dos familiares aos adolescentes, o horário determinado passou a ser de cinco horas e meia, tendo todos os Agentes que permanecerem de pé, vigiando e sem descanso durante o período.

Como se já não bastasse o desgaste e o stress da nova norma e das atribuições normais da função, os servidores tiveram que encarar outra tarefa literalmente “dura de engolir”: Devido ao não pagamento do Governo do Estado à empresa Masan, que prestava os serviços de alimentação aos menores e funcionários da unidade, a empresa suspendeu o preparo da comida na cozinha do local. Contudo, por força do contrato que continua em vigência, as refeições tiveram que ser servidas.

A empresa passou a preparar quentinhas para os funcionários dentro da Direção Geral do órgão, enviando após o preparo para a unidade.

A alimentação, que antes seguia um cardápio elaborado por nutricionista e com proteínas adequadas (carne, frango ou peixe), passou a ser substituída por salsicha, como mostra a foto e o vídeo feito por funcionários da unidade.
O cardápio do almoço para aguentar 24h de plantão dentro da unidade, se resumia a arroz, repolho e salsicha.

Agentes confirmam que durante a noite, a comida consegue ser ainda pior.

Além da humilhação e da total inadequação do alimento servido, situação que perdura desde Dezembro de 2015, os servidores do DEGASE, que fizeram juntamente com outras categorias, uma greve de 72h de advertência ao Governo do Estado pela total precarização dos serviços públicos prestados, denunciam que estão sendo perseguidos por diretores de algumas unidades, com ameaças de remoções como forma de punição administrativa (o que é proibido), além de abertura de sindicâncias e processos contra os funcionários.

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